terça-feira, 23 de junho de 2009

Um país de mer...ecido desrespeito!


" Talvez possam cozinhar melhor do que julgar!
A partir de hoje, sou advogado, engenheiro, arquiteto, professor ou qualquer profissão que escolher. Afinal somos todos autodidatas ou não? Pela visão dos ministros do Supremo Tribunal Federal – com exceção de um – sim, somos! Afinal, segundo eles, não há necessidade de diploma de jornalismo. Sob a alegação de “liberdade de expressão”, banalizam uma profissão regulamentada há 40 anos, sem pensar nas conseqüências. Para eles, basta saber escrever. Reconheço que no passado grandes profissionais da imprensa surgiram para gravar o nome na história, mas sabemos também que desde a regulamentação, muita coisa mudou, o mundo mudou. Senhores ministros, jornalismo não é literatura! Não basta saber escrever. É preciso apurar, ouvir as partes, coisa que não fizeram. Com todo respeito que tenho as demais classes, se fosse simples assim, realmente a partir de hoje seria um juristas, leria os códigos vigentes, as leis aplicadas no país, e pronto! Simples assim? Acabaríamos com as faculdades de Direito, por exemplo? E por falar nisso, como ficarão as faculdades de Comunicação a partir de agora? Fecharão suas portas? E os estudantes? Perguntas que devem ser feitas aos nobres ministros do Supremo.

Tenho absoluta certeza que diploma não é garantia de que erros não serão cometidos e isso em todas as profissões. Se fosse assim, não teríamos assistido ao conhecido caso da “Escola Base”, não veríamos condenados injustamente, pacientes morrendo por imperícia médica nos hospitais, prédios desabando por serem construídos com areia de praia, entre outros casos nas mais variadas profissões. Mas, a formação superior, além da técnica na área escolhida, reforça conceitos como o de ética profissional, oferece conteúdo ao jovem que entrará no mercado de trabalho.

Agora, senhores ministros, tripudiar sobre a profissão com comparações esdrúxulas, infantis, faça-me o favor. Pois se for assim, também me considero no direito de dizer que talvez os senhores possam cozinhar melhor do que julgar. "

[Gustave Gama
Jornalista – MTB 31.421
Formado em 1999 pela Universidade de Taubaté]


E lá se vai a exigência do Diploma de Jornalismo!
Se fosse para ingressar hoje no curso, mesmo assim, eu faria!
Claro! Os anos que passamos na Universidade foram válidos!
Tiram-nos tudo na vida! Menos as nossas experiências!
Foi uma fase de descobertas, aprendizado, grandes amizades e muita luta para fazer o que sempre sonhei!
Valeu demais!
EU SOU JORNALISTA COM DIPLOMA!

Meu grande amigo, Gustave Gama, tem um blog! #recomendo
Foto by Revista Primeira Edição

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O inferno são os outros!




" A solidão quem me ensinou a ser mais forte
E a qualquer lugar eu vou sem medo! "
[Detonautas]


Música que AMO!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

MONTE FUJI



Minha história com o Monte Fuji é longa!

Quando eu era pequena, sempre via o Monte Fuji e outras imagens do Japão nos calendários que os comércios da minha cidade davam de presente no começo de cada ano!
Eu ficava maravilhada com as fotos e sempre falava:

- Quando eu crescer, eu vou morar no Japão!

As pessoas riam de mim, mas concordavam!

Todos os anos, nas férias de verão, eu ia para Caraguatatuba, litoral norte de São Paulo. Passava quase um mês na casa da minha tia Sandra, e ela tinha muitos amigos orientais! A comunidade japonesa em Caraguatatuba é significante!
Íamos em restaurates japoneses, e eu adorava!
Ouvia músicas japonesas, assistia o Bon Odori e achava que fazia parte daquilo tudo!
E continuava dizendo:

- Quando eu crescer, eu vou morar no Japão!


Naquela época, eu achava que era uma japonesa no corpo errado! [Hoje eu tenho certeza disso!]

Certo dia, a minha prima foi para Caraguá e encontrou uma amiga da mãe dela, a Kaoru! E a Kaoru perguntou por mim. Quando a minha prima disse que eu estava morando no Japão, a Kaoru exclamou:

- E não é que ela cresceu e foi morar no Japão mesmo! Ela sempre dizia isso! Desde muito pequena! Que incrível, parece até que sabia seu futuro!


É verdade! Parece que eu sabia que um dia estaria aqui...
Me sinto parte de tudo!
Acho que é algo espiritual! Coisa de vidas passadas!
Quando conto essas histórias, muita gente se arrepia!

Quando visitei o Monte Fuji pela primeira vez, senti algo que nunca havia sentido antes! Uma mistura de encontro e reencontro!
Eu tinha a consciência de que nunca tinha estado ali e, ao mesmo tempo, parecia que estava de volta ao meu ponto de partida, entende?! Déjà vu!
Me emocionei muito!

Muita gente diz:

- Que boba, ficar babando por um monte de pedra!

O Monte Fuji foi, na verdade, o meu TOTEM.
Meus maiores sonhos de criança aconteciam em volta dele!
Hoje, ele já não é mais uma foto no livro de Geografia, nem uma paisagem na capa de um álbum e nem a foto do calendário da quitanda! Hoje, ele está aqui pertinho...
Quero sempre poder voltar ao Monte Fuji! Ou passar pelas cidades de onde consigo vê-lo ao longe...
E em 2010 pretendo subir até o topo!
Alguém duvida disso?!

Foto: No Lago Tanuki, aos pés do Monte Fuji. Fomos até lá levar a Karina e o Thiago, antes de voltarem ao Brasil
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